estou de barriga cheia e pensamentos túrgidos,
prontos a rebentar. para quem não teve biologia, não sabe o que é uma célula túrgida, ou a osmose. felizes essas pessoas... eu própria sonho com o dia em que não sabia o que era a osmose. mas seguindo com a vida, queria vir aqui dizer umas coisas, disparatar um pouco, porque sei que poucos vão ler. é óptimo disparatar. note-se que escrevi "óptimo" e tenho muito orgulho. concordo com o novo acordo ortográfico, mas acho que fica demasiado estranho sem o "p", porque o "p" é bonito. "p" de porcaria, oh, nada bonito aqui. tal como qualquer um de nós. somos todos feios e horripilantes, piores que lagartas. e eu detesto lagartas. mas apesar de sermos feios, adoro pessoas. maravilhosa a fisionomia que apresentam, maravilhosos os livros que escreveram e os filmes que fizeram. e as esculturas, as pinturas, todos aqueles desenhos. e é fabuloso como se curam umas às outras e se abrem e rasgam com bisturis, vendo o seu interior. já para não falar de todas as máquinas que criaram. vão ao espaço e voltam, fazem-se passar por Deus. e temos todas aquelas religiões, até aquelas que me fazem pensar seriamente como é que as pessoas conseguem acreditar na doutrina que lhes transmitem. as pessoas dizem umas palavras umas às outras e todos acreditam, devotos e cegos. e dão dinheiro, dão tudo: dedicação, vontade e crença. e eu fico espantada com este mundo de espécies e variabilidade genética! mundo este em que qualquer um se pode perder. e encontrar. e perder, perder, perder... e eu aqui, com um lápis, um teste e uma calculadora.
Aucun commentaire:
Enregistrer un commentaire